sexta-feira, 22 de junho de 2012

O Centro Espírita

Por: Tatiele Goetten da Costa





            É uma escola de formação espiritual e moral, baseada nos ensinamentos de Jesus. É um posto de atendimento fraternal a todos os que o procuram para obter orientação, esclarecimento, ajuda ou consolação. Ele é um núcleo de estudo, de fraternidade, oração e de trabalho, com base no Evangelho de Allan Kardec, à luz da doutrina espírita.
          É a casa onde as crianças, os jovens, os adultos e os idosos têm a oportunidade de conviver, estudar e trabalhar dentro dos princípios espíritas. Um recanto de paz construtiva, que propicia a união entre seus freqüentadores.
         Caracteriza-se pela simplicidade, na total ausência de imagens, paramentos, símbolos, rituais, sacramentos ou outras quaisquer manifestações exteriores. É a unidade fundamental do Movimento Espírita.


Seus Objetivos

   Promover o estudo, a difusão e a prática da doutrina espírita atendendo e ajudando às pessoas:
v Que buscam orientação e amparo para seus problemas espirituais e materiais;
v Que querem conhecer e estudar a doutrina espírita;
v Que querem exercitar e praticar a doutrina espírita, em todas as suas áreas de ação.

                              Atividades Básicas


1ª Divulgação da doutrina espírita por meio de: palestras, aulas, grupos de estudos, livros, etc.
2ª Assistência espiritual: fraterno, exposição de temas espíritas, estudo do evangelho de Allan Kardec, passes e atividades mediúnicas.
3ª Assistência e promoção social: assistência através da distribuição de alimentos, roupas, e remédios, e promoção através de cursos de orientação, ensino e formação profissional.



Princípios da Doutrina Espírita


Por: Mylena Denardi


DEUS: O Pai Criador, a Inteligência Suprema, a Causa Primeira de Todas as Coisas.
JESUS: O Guia e Modelo, O Amado Mestre, O Espírito Mais Perfeito que já passou pela Terra, o Governador Espiritual do Planto Terrestre.
ALLAN KARDEC: A Base Fundamental.
A existência e sobrevivência do Espírito - a morte não existe o que é comprovado pelas:
 ü    Manifestações mediúnicas;
 ü  Experiências de quase-morte, sonhos e projeções espirituais;
 ü  Lembranças de vidas anteriores;
 ü  Manifestações extra-corpóreas (anímicas);
 ü  Super e infra-dotação de potencialidades.



         












      
          A reencarnação (palingenesia) - é o retorno do espírito à vida material em um novo corpo,
ligado definitivamente a este desde o momento da concepção:
ü  É prova da Justiça de Deus;
ü  Possibilita o melhoramento progressivo: Lei de Evolução.  A Lei de Evolução é Universal: todo o Universo está sujeito a esta Lei. Quanto maior aevolução, maior a liberdade e conseqüentemente maior a responsabilidade;
ü  Livre-arbítrio – Lei de Causa e Efeito – nós construímos a nossa evolução e escolhemos o caminho a percorrer;
ü  Revela o planejamento feito no plano espiritual, nosso mundo de origem e destino, após a morte do corpo físico.

Comunicabilidade dos Espíritos:
Faz-se pela Mediunidade: o médium é um intermediário entre os dois planos da vida -  o material e o espiritual;
ü  Possibilita a confirmação da história, pelas revelações;
ü  Todos somos médiuns – independe de crença.

Deus é eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom. O Universo é criação de Deus. E abrange todos os seres racionais e irracionais, animados e inanimados, materiais e imateriais. Além do mundo corporal, habitação dos Espíritos encarnados (Homens), existe o mundo espiritual, habitação dos Espíritos desencarnados. No Universo há outros mundos habitados, com seres de diferentes graus de evolução: iguais, mais evoluídos e menos evoluídos que os homens. Todas as leis da Natureza são leis divinas, pois que Deus é o seu autor. Abrangem tanto as leis físicas como as leis morais. O homem é um Espírito encarnado em um corpo material. O perispírito é o corpo semi-material que une o Espírito ao corpo material.
Os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Constituem o mundo dos Espíritos, que existe e sobrevive a tudo. Os Espíritos são criados simples e ignorantes, evoluem intelectual e moralmente, passando de uma ordem inferior para outra mais elevada, até a perfeição, onde gozam de inalterável felicidade. Os Espíritos preservam sua individualidade, antes, durante e depois de cada encarnação. Os Espíritos reencarnam tantas vezes quantas forem necessárias ao seu próprio aprimoramento. Os Espíritos evoluem sempre. Em suas múltiplas existências corpóreas podem estacionar, mas nunca regridem. A rapidez do seu progresso, intelectual e moral, depende dos esforços que faça para chegar à perfeição. Os Espíritos pertencem a diferentes ordens, conforme o grau de perfeição a que tenham alcançado: Espíritos Puros, que atingiram a perfeição máxima; Bons Espíritos, nos quais o desejo do bem é o que predomina; Espíritos imperfeitos, caracterizados pela ignorância, pelo desejo do mal e pelas paixões inferiores. As relações dos Espíritos com os homens são constantes, e sempre existiram. Os bons Espíritos nos atraem para o bem, nos sustentam nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação. Os imperfeitos nos induzem ao erro.
Jesus é o guia e modelo para toda a Humanidade. E a Doutrina que ensinou e exemplificou é a expressão mais pura da Lei de Deus. A moral do Cristo, contida no Evangelho, é o roteiro para a evolução segura de todos os homens, e a sua prática é a solução para todos os problemas humanos e o objetivo a ser atingido pela Humanidade. O homem tem o livre-arbítrio para agir, mas responde pelas conseqüências de suas ações. A vida futura reserva aos homens penas e gozos compatíveis com o procedimento de respeito ou não à Lei de Deus.
A prece é um ato de adoração a Deus. Está na lei natural, e é o resultado de um sentimento inato do homem, assim como é inata a ideia da existência do Criador. A prece torna melhor o homem. Aquele que ora com fervor e confiança se faz mais forte contra as tentações do mal e Deus lhe envia bons Espíritos para assisti-lo. É este um socorro que jamais se lhe recusa, quando pedido com sinceridade. 



Prática Espírita



Toda a prática espírita é gratuita, dentro do princípio do Evangelho: "Dai de graça o que de graça recebestes". Assim, todos os trabalhadores espíritas (oradores, passistas, dirigentes, médiuns de toda ordem, músicos, etc) trabalham sem recebimento financeiro algum. A prática espírita é realizada sem nenhum culto exterior, dentro do princípio cristão de que Deus deve ser adorado em espírito e verdade. O Espiritismo não tem sacerdotes e não adota e nem usa em suas reuniões e em suas práticas: altares, imagens, andores, velas, procissões, sacramentos, concessões de indulgência, paramentos, bebidas alcoólicas ou alucinógenas, incenso, fumo, talismãs, amuletos, horóscopos, cartomancia, pirâmides, cristais, búzios ou quaisquer outros objetos, rituais ou formas de culto exterior. Não impõe os seus princípios, convida os interessados em conhecê-lo a submeter os seus ensinos ao crivo da razão antes de aceitá-los. 
A mediunidade que permite a comunicação dos Espíritos com os homens é uma faculdade que muitas pessoas trazem consigo ao nascer, independentemente da religião ou da diretriz doutrinária de vida que adote. A prática mediúnica espírita só é aquela que é exercida com base nos princípios da Doutrina Espírita e dentro da moral cristã. O Espiritismo respeita todas as religiões e doutrinas, valoriza todos os esforços para a prática do bem e trabalha pela confraternização e pela paz entre todos os povos e entre todos os homens, independentemente de sua raça, cor, nacionalidade, crença, nível cultural ou social.



FONTES:





Espiritismo


  Por: Brígida Cesca 

  
   O Espiritismo é uma doutrina de cunho científico-filosófico, estabelecida no século XIX, por Denizard Hippolyte Leon Rivail, mais conhecido como Allan Kardec. Foi nesse período em que realizou as sessões de “mesas girantes”, onde acontecia a movimentação de objetos sem algum tipo de intervenção perceptível. O interesse por esses fenômenos aprofundou seu interesse pelo mundo dos desencarnados, dando origem à obra “O Livro dos Espíritos”. O livro, que hoje tem os ensinamentos do espiritismo sendo o primeiro passo de uma vida inteiramente dedicada ao conhecimento e à explicação dos fenômenos espíritas.
  Interessado em divulgar seus conhecimentos, Kardec criou a “Revue Spirite” (Revista Espírita) e funda a Sociedade Parisiense de Estudos Espirituais. A via impressa e a fundação foram meios eficazes para que a nova crença religiosa se espalhasse pela França, ganhando diversos adeptos. Grande parte desses seguidores fazia parte das classes trabalhadoras que viviam a efervescência da exploração da força de trabalho capitalista e os impactantes ideais do socialismo. Sendo fortemente influenciado pelo cientificismo e o pensamento evolucionista. De fato, sua ação doutrinária estabelece no espírita uma relação na qual o homem pode e deve compreender, por meio da razão e do diálogo, os fenômenos que outras religiões assumem de maneira misteriosa e resignada. Por isso que os espíritas são bastante conhecidos como consumidores assíduos da literatura espírita.
  Outra característica marcante do espiritismo envolve a realização dos passes em que um membro dotado de maior sensitividade procura harmonizar o estado psíquico e emocional de outros praticantes. Este tipo de procedimento também possuiu outro desdobramento no qual alguns espíritas conseguem intervir sobre alguns males físicos por meio da cura espiritual.
  O espiritismo também tem uma prática social arraigada entre seus membros. Segundo os princípios espíritas, o indivíduo deve praticar a caridade como uma forma de estabelecer a melhora de sua condição espiritual presente e de suas posteriores reencarnações. Este princípio se baseia na ideia de que a humanidade faz parte de um estágio de evolução espiritual. Este princípio se sustenta na premissa de que o mundo terreno integra outra infinidade de mundos onde os espíritos habitam graus de evolução superior e inferior. No Brasil, o espiritismo encontrou um grande espaço de divulgação ocupando o atual posto de maior nação espírita do mundo. Diferindo-se das demais religiões que praticam este contato direto com os espíritos, o espiritismo é comumente chamado de “kardecismo”, estabelecendo apenas um elemento distintivo em relação a outras crenças como a umbanda, o candomblé e a santeria.

Sincretismo Religioso


 Por: Letícia Amarante  e Lucas Zambillo




Podemos entender por Sincretismo religioso, uma fusão de diversificadas doutrinas.
A partir do século XV, iniciou-se a grande vinda de escravos africanos, forçados a virem para o Brasil. Assim que chegavam, eram submetidos a serem cristãos, e não era permitida nenhuma outra religião ou crença a não ser católica, então os escravos pensaram em um jeito de continuarem a fazer culto a seus deuses, mas como se fossem aos santos.
Esse foi o fator fundamental do sincretismo: as tradições africanas tinham divindades conhecidas como Orixás, que governavam partes do mundo e possuíam forças da natureza, sem corpo físico. A fé católica popular tinha os santos, com função de proteção também.
                  Então, vários santos católicos foram associados a algumas divindades africanas, até mesmo hoje em dia. Ou seja, a religião no Brasil, foi incorporada para poder ser utilizada naquela época, o que acabou gerando também, uma grande fusão cultural própria.
Algumas divindades Africanas e seus correspondentes católicos:

*Oxalá: Jesus;
*Oxum: Santa Luzia, Nossa Senhora Aparecida;
*Oxumaré: São Bartolomeu;
*Oxossi: São Sebastião;
*Obá: Santa Catarina;
*Xangô: São Francisco de Assis, São Pedro, São João Batista;
*Ogum: São Jorge, Santo Antonio;
*Iemanjá: Maria mãe de Jesus.
                Enquanto os africanos frequentavam cerimônias católicas, na verdade estavam adorando seus próprios deuses. Até mesmo seus cantos não revelavam o sentimento que tinham quando demonstravam estarem adorando imagens sacras.
                  Penso que essa fusão trouxe grande diversidade étnica e cultural, e que desse jeito não houve religiões africanas corrompidas. Podemos perceber hoje em dia na nossa sociedade também, algumas pessoas “praticam” o sincretismo e nem percebem.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Os Orixás e as cerimônias na umbanda



 Por: Cristiana Ferretti 

   A palavra orixá quer dizer “Coroa Iluminada”. A Umbanda se divide em sete linhas, sendo que cada uma delas é consagrada a um orixá.

                                                                      
  



   Como o orixá nunca incorpora no ritual da Umbanda, existem pessoas que executam o trabalho ordenado por ele. Elas são portadoras da força da divindade, e para nós essa pessoa representa um Orixá, cabe a ele uma grande missão.
    
   As práticas existentes dentro dos terreiros de Umbanda variam muito. Alguns demonstram uma ligação com o Espiritismo, outros com o Candomblé. Em comum, têm a força dos rituais, chamados de giras, em que os filhas e filhos-de-santo entoam cânticos e dançam ao som dos atabaques. As cerimônias geralmente acontecem à noite e se estendem madrugada adentro. Os espíritos que "descem" incorporam-se nos fiéis que estão participando da gira.



 Aqueles que "recebem" os espíritos são chamados de cavalos. Durante a incorporação, o "cavalo" permanece inconsciente, e quem fala através dele é seu "guia", ou seja, a entidade espiritual a ele associada. Para auxiliar os cavalos, existem os cambonos, que ocupam um papel relevante, mas a posição mais elevada cabe à mãe ou ao pai-de-santo, que é a pessoa responsável pelos trabalhos espirituais.
   Nos terreiros umbandistas, o ponto focal é o congá, altar enfeitado com flores, velas e colares de contas coloridas, que simbolizam os diferentes santos e orixás. No congá, há imagens de Jesus, Nossa Senhora e santos católicos, estatuetas de preto-velhos, caboclos, ciganos e outras entidades espirituais.



Referências